Dawn of the Dead (2004)

Escolhi falar do remake desse ano (2004) porque foi um ótimo filme, assim como seu predecessor que chamou a atenção de milhões de pessoas mundo afora. A história é simples, contaminação que transforma as pessoas em zumbis sem a menor explicação, grupos de sobreviventes se esbarrando e se encontrando em um lugar comum para defendê-lo, e no fim, a infestação nesse lugar, obrigando os sobreviventes a fugirem.

Foi uma simples explicação, mas o que impressiona na história como sempre são os detalhes, já no começo, quando no prólogo ja é estranha a infecção, temos varias cenas pelo mundo de como as pessoas estão lidando com isso, e como as noticias informam sobre tal.

A experiência de um apocalipse zumbi em pleno século 21, mostra que estaríamos despreparados, caso tal fato ocorresse, o que eu talvez ache errôneo, já que nos filmes a contaminação esta sempre no ultimo estagio ou bem perto dele.

Se no começo alguém notasse qualquer coisa que relacione a uma invasão zumbi, acho que medidas mais drásticas seriam tomadas, mas vamos voltar a realidade do filme e deixar a nossa em paz.

Os sobreviventes se reúnem no shopping da cidade, pois é o local mais ‘protegido’, e com mais recursos para uma estadia razoável. Mesmo a protagonista e seu grupo não se dando bem logo de cara com a segurança do lugar, o rumo das coisas faz com que se entendam e se juntem na causa comum, a sobrevivência.

Cada pessoa tem uma reação diferente a esse holocausto, parentes perdidos, rebentos sendo esperados, necessidade de sobreviver acima do senso de humanidade. Como sempre o personagem mais ponderado não deixaria de ser a protagonista, enfermeira nesse filme.

Outra parte interessante é quando eles encontram um sobrevivente inusitado não muito longe do shopping, em uma loja de armas, onde eles se comunicam com um quadro branco, e as vezes passam o tempo com jogos bem inusitados para a situação.

Mas o final desse filme não é nada agradável, além dos zumbis já não serem como os convencionais, que são lerdos, mas nesse filme parecerem velocistas, os descuidos dos sobreviventes causam a posterior invasão de seu refúgio, obrigando-os a saírem de la com dois veículos pesados.

Um dos veículos não aguenta o ambiente extremamente hostil, e metade dos sobreviventes morre ai, o resto como os final dos créditos mostra, vai parar em uma ilha.

Acho que não contarei o final, mas direi que não é feliz, já da de perceber o que acontece.Ainda quero me aprofundar mais no assunto, mas isso é para os próximos posts.

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Unicórnios, Thomas Bulfinch

Descrito no livro por Plinio, naturalista romano, de forma nada usual, o unicórnio segundo ele, teria um corpo de cavalo, cabeça de cervo, patas de elefante e rabo de javali. Como de qualquer maneira por zoólogos modernos foi provada a impossibilidade da existência de tal animal, vou me ater a mitologia.

Diziam que era impossível de ser pego, o que ajudaria no mito, já que assim ninguém teria de velo para provar sua existência, também era dito, que ao caçador que o encontrasse, teria que no mínimo ser um hábil esgrimista, já que o chifre do animal se movia conforme a sua vontade, como uma ‘espada’ óssea.

É dito também que toda a força do unicórnio provinha de seu chifre, assim, quando perseguido, ele saltava de altos rochedos, com a cabeça para frente, para ‘pousar’ em seu chifre, que teria mais de um metro de comprimento, e assim se levantar sem maiores danos.

Há também algumas citações bíblicas do animal, já que na época os zoólogos não tinham conhecimento o suficiente para dizer se tal criatura existia ou não,mas ele era sempre associado a força e pureza.

Nesse último era onde o animal falhava, pois ao ver uma virgem se aproximar, ele se ajoelhava perante ela, e deitava com a cabeça em seu colo para descansar, e como uma virgem não apareceria de graça para tal besta mítica, ela chamava os caçadores que prendiam o infeliz.

Kill’Em All, Metallica

O primeiro albúm da banda que marcou e ainda influencia gerações, o Metallica começou com um anuncio no jornal, feito pelo baterista Lars Ulrich, dai surgiram James Hetfield( guitarra lead/volcal) , LLoyd Grant (guitarra solo), e mais tarde Dave Mustaine(guitarra solo), Cliff Burton(baixo) e Robert Trujillo (baixo).

Lloyd e Dave sairam pelo mesmo motivo brigas com a banda. O mais repercutido ainda é Mustaine, que participou na criação de 4 das músicas do primeiro albúm, e após sair fundou outra importantíssima banda de Trash metal, o Megadeth.

Foi lançado em 1983, ganhou algums premios, e formou a base sólida de fãs no underground que fizeram o sucesso da banda.

As musicas são Hit the Lights, The Four Horsmen, Motorbreath, Jump in the Fire, (Anesthesia) Pulling Teeth, Whiplash, Phantom Lord, No Remorse,  Seek & Destroy e Metal Militia, fora as demos de Am I Evil? e Blitzkrieg.

A batida rápida, os riffs unicos e o vocal de Hetfield pra mim são a alma do Metallica, fora as brigas e o problema com alcool no inicio claro mas, se não fosse eles acho que nunca teria entrado no mundo do metal, e conhecido tantas pessoas que agora são meus melhores amigos. Não que eu seja só mais um metaleiro loco por ai, ao contrário, tem muita gente normal que é mais louca que nós.

Eles sempre produziram ao menos uma musica instrumental boa desde o primeiro album, em Kill’Em all, é Anesthesia, feita especialmente por Cliff Burton , póstumo baixista da banda.

As musicas que mais me chama atenção ainda são Metal Militia e Seek & Destroy, mas acho que todos que curtem também se focaram nessas, talvez pelos nomes, ou pelos solos “virtuosos”.

Seek e Destroy fala sobre a urgência em matar, sobre uma vingança no caso, Hetfield fala que é sobre caça… Mas bem, a banda ainda fala que a musica é de influencia da banda Diamond Head, e da Saxon também.

Perdi a conta de quantas vezes fiquei boiando ao som de Kill”Em All, pensando nas letras, sentindo os solos, acho que cada um teve seus bons momentos apenas escutando sua banda favorita, e alguns dos meus incluem o Metallica.

CD Cover

Emilie Autumn

Escutei essa maravilhosa cantora por acaso, numa madrugada morbida navegando sem rumo, encontrei algo que acalmou minha alma, com uma melodia unica e plácida, Emilie Autumn conquistou um espaço na minha playlist, e merece espaço aqui também.

Ela começou a tocar violino com 9 anos, para se tornar reconhecida em nivel mundial,entrou aos 14 para um conservatório, e foi seguindo para a Universidade de Indiana.

Mas seu estilo foi julgado, mesmo que sua forma de tocar fosse esplêndida, sempre falaram para ela que a pessoa é só um instrumento por onde a musica deve passar, Emillie tem uma personalidade e um estilo muito forte, e não deixou o seu individualismo ser apagado pelo que os outros pensavam.

Era o seu jeito de vestir que incomodava os outros, que não “combinava” com a musica, mas ela não levou em conta isso, ela queria representar o que tocava, e fazer da musica uma mostra do que ela era para o publico, seus versos realmente são profundos e de um entendimento intrínseco.

Os estilos em que as melodias se encaixam são vários, Victorianindustrial, eletrônico, folk, clássico, new age, e até cabaret.

Ela é uma artista unica, que domina vários instrumentos e técnicas , seu temperamento forte lhe rendeu a expulsão de algumas instituições de ensino, mas nada que afetasse seu gênio musical. O estilo clássico é o que realmente compõe a raiz de suas musicas, e também nunca ouvi anda parecido, uma orquestra emuma embalagem de lolita gótica, é isso o que é Emilie Autumn

Mr. Anderson

Hugo Weaving merece uma estátua em algum lugar, dentro ou fora da Matrix, ou até em Rivendell, mas ele fez a alegria de muita gente com seus personagens representados com um que de “Weaving” que atraiu a todos nós, a horas e mais horas dentro de um cinema ou em uma sala vendo os frutos do seu labor.

Hoje percebi que devo falar do Agente Smith, o vilão do nosso “Chosen One”, Neo (Keanu Reeves). Ele é a graça do filme, seus incansáveis “Mr. Anderson”, sua frieza e desprezo por humanos, sua evolução dentro da trilogia, é um personagem digno de citar.

Mesmo sendo parte de um programa para conter ‘avatares’ humanos que conseguiram a liberdade de suas mentes e corpos, ele sempre mostrou mais do que os outros agentes, sendo individualista e soberbo.

No primeiro filme ele atua e morre como um simples agente, para então emergir nas seqüencias como um verdadeiro estorvo paro o escolhido e a humanidade, e até para as maquinas, ja que Smith se declara independente delas, mas ainda preso a realidade que elas criaram.

Ele agora é um vírus, que domina a Matrix com suas cópias, ao final da saga, e tem sua luta derradeira com Neo, ele ja sabia o final de luta, pois havia absorvido Oráculo, e com ela sua onisciência, mas mesmo assim ouve um porem.

Smith se assusta com a reação de Neo após proferir as palavras de sua visão de vitória na luta “I Say…Everything that has a beginning has an end, Neo”.

O fato ja abala a luta entre os dois “deuses” da Matrix, mas Neo sabe que não pode ganhar, e é absorvido. Smith pergunta a cópia recém criada se realmente tudo acabou, e por uns segundo ele pensa assim…

Até que a cópia começa a emitir uma forte luz branca e explode, assim como todas as outras que estavam observando a luta.

O Agente  durante a narrativa do filme se torna um vilão que eu admiro, por sua persistência, e seu diferencial, que era o fato de ser polido, e passar para um estado de pura agressividade de um instante para o outro. Suas ações remetem a algo dentro dele que se pergunta o porque de existir, seu ódio pelo propósito de Neo é algo bem claro nisso, tanto que durante o filme ele encontra o seu próprio, que é acabar com o protagonista.

Enfim, Smith é um instrumento usado para compreender, o que um programa pensaria, se tivesse vontade própria, e como elereagiria quando ele cumprisse  seu propósito.

Agent Smith