De Lírio

O fino véu que cobre o céu, com foscas

nuvens que num vai e vem, marcam as

Visões com um murmúrio purpúreo, o rosado

Refletido no rio que como fio, solto

Se livra da normalidade e mergulha na vontade

Do vazio de um momento, não livre mas

Atento, simples e leve como um pensamento

Bicadas de palavras e jóias que pulsam

Dentro de caixas forjadas de fogo de

Fada, nas histórias de cidades afundadas

O firmamento é onde se monta o palco

Entre cordas e cortinas, de longe atina

A velha sina da torre ferina, mais

Felina é a que corta, arranha e morde, vinda

De lanças que balançam ou de atos sem

De fatos ser que, a delícia do noturno

É saber que sempre é simples e soturno

As linhas tecer, para no fim a canção se fazer.

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Kingu, Tiamat e Marduk

Ainda não tenho algum domínio da mitologia  mesopotâmica, ou babilônica, mais creio que todos por acaso tivemos contato por cima com alguns deuses adorados na época.
Não me chamou atenção no começo, o nome Kingu foi representar algo pra mim após ouvir uma bela música sinfônica da banda Therion, e procurando de onde vinha a origem do nome, achei  outras referencias que ja ouvi  falar, Tiamat ao exemplo.
Kingu foi o segundo consorte da deusa Tiamat, após a morte de seu primeiro consorte, Apsu.Este era um ser primórdio, feito de agua doce, enquanto Tiamat era feita de agua salgada.
Tiamat povoou o abismo cósmico com os primeiros deuses, mas para ter mais poder, a mitologia dos povos da época permitiu um cruzamento’ de divindades e culturas assim, o deus sumério Enlil teve as Taboas do Destino roubadas por Anzu(Apsu).

Enlil ainda previu que Apsu e Tiamat planejavam matar todas as divindades menores então prendeu Apsu para sempre abaixo de seu templo.Kingu falou a Tiamat o que aconteceu e foi escolhido para liderar suas hostes de aberrações contra os deuses.

Quem possuísse as Táboas teria o poder de dominar o universo, mais tarde, Kingu se torna o general dos exércitos de tiamat, contra a primeira geração de deuses usando as Táboas no peitoral de sua armadura.
Mesmo assim, com todo esse ‘poder’, Kingu foi derrotado pelo deus em ascensão Marduk, que teve a explicação para a mesma escrita no livro enûma elish, que cita toda a guerra civil entre as divindades diversas dos sumérios, acadios e assirios.
Ele se armou de modo a derrotar definitivamente Tiamat, e do corpo dela fazer os céus e a terra, e tomou a força as taboas de kingu e o matou, e com seu sangue criou ou humanos, para assumirem o fardo da vida, e deixar os deuses descansarem.