Pele e Verbo

A reação é o que o ódio podia, a noite era clara

E nebulosa, o cinza era o fundo dos olhos, que eu

Queria verter em haste, antepostas por chamas de

Reclamações e desejos, o qualquer que mora no centro

Não sabe sequer o que há de vir de dentro, de alguém

Que é alguém como ninguém que no fim era assassina

E assassino, ambos mataram o orgulho a facadas de

Convivência e desprezo, e ninguém enterrou ele, os

Corvos da noite comeram seu paladar e levaram seu

Prazer, sobrou a existência, e ela era vazia, e fria

A noite era chuvosa, e clara, clara como não deveria

Ser o que mais pode se esperar de ninguém? Alguém?

É fácil distorcer, torcer e moer as palavras, é como

Sangue preto escorrendo do coração e coroando sem

Razão algumas folhas em branco como déspotas da vaidade

E da validade, sem nota de existência ou de carência, só

De precisar de uma, de um , de nada, ele é o rei dos

Corvos sem olhos, ele é o corvo sem olhos de rei…

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