O falido

Depois de muito tempo sem postar resolvi voltar a ativa com um breve paragrafo que é mera homenagem a um escritor que gosto bastante, Charles Bukowski, não refleti muito sobre o escrito, mas tem algo há ver com o que sinto no momento, talvez seja profundo ou não, depende de quem olha e de como olha, bem, aproveitem a leitura.

John Trhax

A cabeça girava nas cores da rua, num carnaval confuso  de vozes e nauseas.
não bebi a tal ponto, mas algo me atingiu, profundamente, os outros olhavam,
alguns riam, outros apontavam e murmuravam como serpentes sibilando em vene
nosas vozes, fui embalado por elas e me vi cheirando o lodo formado pelo
pior do lixo das ruas, não segurei o que tinha jantado e adicionei meu pro
prio tempero a mistura fétida e inebriante.Limpei a boca na manga da camisa
e me arrastei por uma parade até um muro baixo, apoiei as mãos nele segurando
o peso dos anos e a vontade de me esvaziar de tudo.Aonde eu estava era o que
menos interessa, mas era uma pequena espelunca daquelas que as familias passam
longe e viram o rosto para não pegar nenhum momento da realidade dos infelizes
em algumas de suas vidas talvez perfeitas.Tudo mentira, o bar, as pessoas, as
familias.O vomito era real, o cheiro do esgoto e o cachorro revirando o lixo,
até as prostitutas eram reais, eram a vida pulsando das entranhas de algo
estranho e sem fim que era a degradação.
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