El Shaddai: Ascension of the Metatron

Mudando drasticamente de poemas e sonetos para jogos, El Shaddai é algo que merece atenção e um post.O game da Ignition Entertainment começou em 2007 com sua produção, e foi lançado só esse ano, em abril no mercado japonês e em agosto para os EUA .

A trama tem como personagem principal Enoch, e é ‘baseada’ ( com todas as alterações que se pode permitir para um jogo), no livro apócrifo de Enoque.

No início do jogo você esta praticamente nu, e rouba as armas dos primeiros inimigos, como num JRPG você vai evoluindo seu arsenal conforme vai derrotando variados inimigos.A suas armas também constantemente precisam ser ‘purificadas’, e quanto menos purificadas elas forem, menor o dano que elas causam.

Voltando a história, Enoch tem a missão de impedir que a terra seja inundada em um dilúvio, e para isso ele conta com a ajuda de Lucifel, um anjo guardião que vive fora no fluxo de tempo do nosso mundo, e mais os quatro Arcanjos, Raphael, Michael e Uriel.

O visual do jogo é estonteante, e foi bem recebido pela critica, com um sistema de luta simples mas bem usual nos jogos de hoje.

 

Video oficial da IGN

Video do Gameplay

Anúncios

Cinza

 

 

Amargo é um gole, um trago que desce lentamente, mas não enojando ou dando ancia, mas sim espesso como mel. Um dia e o outro seguem parecidos, se forem iguais não tenho a quem me lembrar não uso ou desuso o acaso, sou folha verde em maré no raso, se há algo dentro de mim, é ruim e não tem mais fim, acaso sabes até onde eu iria?Há como medir a distância dos sonhos e das vontades?Consegues tu?Creio que imaginar não é pecado, é condenação livre da comoção, é se amarrar com correntes de laços e volteios nos regaços. Olhar para o nada  e querer ver tudo longe das cordas, longe de um beijo e de um olhar, ah, um olhar.Doce, sincero triste, alegre, mas vivo, por tudo o que eu posso ou não parecer vivo, por favor, não me deixe com esse peso de mais de mil agulhas no que não deveria nem sequer ter escrito o nome não tenho fúria ou raiva, mas a inveja bate a porta, e o arrependimento mora há tempos.O que um simples rapaz homem pode querer, se não há mais nada para ter?O que espero do futuro senão tempo sem vento ou provento, longe do alento, quero uma simples canção, aos pés de uma árvore com as sombras a me proteger da luz do verão, não, não, não. Complicar é querer ser o aparecer do outro ver, longe de ter o que realmente merece esclarecer, as voltas que dou não terminam no começo mas findam no meio, o bonito é triste, é confuso e não é nada, é cinza.

Morreu de esperar

Faz tempo que não posto, tanto por estar sem tempo como desleixado mesmo, mas novamente, tento manter um ritmo.Algo que escrevi pela madrugada, com um sentimento não lá muito bom, mas mesmo assim válido como criação.

 

Folgo-me em saber que ainda tenho algo assim. Fogo rubro em cinza carmesim, pago e já falho. Certo de que assim, não tenho a certeza do quão longe estou de mim, afoguei a lua e a cobri de sedas. O colírio agora cega e escorrega numa luta sem fim, onde o fôlego é trôpego e falta mais em quem espera menos.E quem aparece em verdade ou em uma loucura, é um sonho ou uma frescura.O sentido foi-se e também a minha cura, uma vez quis a morte e só tive amargura, me enganou e me trespassou com um sorriso e uma ternura.Ai de mim que só sou símplice e sem censura,que espremo os pensamentos em jorros de amarga fartura.Afogo o armistício e me vejo cheio de ranhuras, cortado pelas historias de mera bravura, agora jaz aqui a bela que já foi de una devoção, qualidade dada aos tristes de coração, que datam a vida na base do sem razão, não quero mais ser ou escrever, quero o fim da canção.Imortal é a afeição, lacere e fira em mim gotejando rubro  fim e drama na ação, comente com línguas de festim sobre a purpúrea comoção, do dia que não teve o meu nome, mas só teve a avareza despesa de um olhar sem alteza,engoli jarros de lagrimas e virei sonho de verdade, pois não me alcanço e não acordo nessa simples vaidade,o vai e vem de um vento sem vontade,findo aqui o escrito de um “poeta” morto pela atrocidade.