Dor de cores

Não se sabe o nome dos ventos que batem no rosto e levam os momentos do outono para outro sem dono, o que valeu não foi uma flor cheia de espinhos, mas sim o caminho que a daninha tapava, muda muda de favores o que não sabe mais até onde chegam as dores, quem mais leva para longe os passos e os ecos do átrio das memórias, lustroso chão polido com pensar e recordar, fez de alguém um mais além, vinde a mim todos os que estão soltos e estranhos, e seremos juntos um como vários, não outros, nem fora das mentes, mas os que falam e os que criam o coração, não é vida batendo mas batalha sem noção, entre ferro, fogo e sangue é aonde se faz valer a minha tentação, encarnada no lábio dos símplices que em poucos invernos tornam o marejar um inferno, mas uma fenda entre eles separa para o seu bom fim a minha ira em sufocamento carmesim, as cores das dores devem começar assim.

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Devorado

Encolhido em um canto dos olhos, fumegando entre os dentes da vontade, a verdade é uma faca curta e curva, que corta e esfola a realidade. Asas não batem sem voar em sonhos, antes redigidos com certeza, pertos d perderem a destreza o que se faz de um dragão quando ele já queima até a quem lhe preza? Guardei-o em um porão feito de céu e sedas pintadas a mão, as brasas sempre aquecem meus pensamentos antes perdidos no meio dos elementos. Baixo e curto é o sopro das cordas no vento, o pulsado batendo alado pedindo desculpas a quem foi magoado, não sei de mim, mas longe assim só posso pedir que me entreguem a sua verdade, ou numa noite olhar para a lua e pensar nas faces da sobriedade, será que já a vi estando no torpor da saudade? Quem pode se lembrar dos anjos enterrados na tempestade? Afogados aos prantos de navios em uma tarde, aonde chego com a carruagem para trovejar longe da cidade. Agora quero um amargo gole da pura maldade, pois de bom me fiz de ponte para a felicidade, e passou pelas minhas costas deixando cicatrizes de bondade, a cura foi a agulha com o fio da fome, que sempre aparece com a mascara branca e plácida de cabelos negros e olhos de vaidade. Quero pena e nanquim para escrever as loucuras do morador carmesim. A vaga da realidade perde-se nos teceres do sem sorte, que crispado em flamas agora, fez refeição de si mesmo nos velhos cortes.

Clamor Impreciso

Me armo da unica coisa que talvez, nos dias de hoje

Mantenha minha sensatez

Inibida antes por angústias e augúrios, hoje se vê livre

Para transpassar a realidade e o sonho, atentando assim,
Parao meu alvo que se resolve em uma silhueta carmesim
Tão longe de mim, mas perto dos desejos, do poder e da
Vontade de ter encontrado o ponto final da saga.
Mas, me atenho a dizer, que temo, e tremo, pois
Tão grandiosa e constante alegria, deve ter seu preço, mesmo
Com esforço, nada vem sem o devido sacrifício
E minhas preces se voltam para que esse seja o
Destino, que abriu uma porta para uma renovada existência
Onde o carinho e o semblante não esmorecem mas, se
Juntam em cores anis, circulando o halo que deve, ou pode
Unir nossas imortais almas.
Pois mesmo ao escapar do perene corpo, da carne,
Desejo afundar em devaneios e sentimentos, todos voltados
A uma atenção, e em una canção, desejo te guardar
Por toda a eternidade, no espaço simples e finito,
Que é este mero coração