Cinza

 

Amargo é um gole, um trago que desce lentamente,  não enojando ou dando ânsia, mas sim espesso como mel. Um dia e o outro seguem parecidos, se forem iguais não tenho a quem me lembrar não uso ou desuso o acaso, sou folha verde em maré no raso, se há algo dentro de mim, é ruim e não tem mais fim, acaso sabes até onde eu iria?Há como medir a distância dos sonhos e das vontades?Consegues tu?Creio que imaginar não é pecado, é condenação livre da comoção, é se amarrar com correntes de laços e volteios nos regaços. Olhar para o nada e querer ver tudo longe das cordas, longe de um beijo e de um olhar, ah, um olhar. Doce, sincero triste, alegre, mas vivo por tudo o que eu posso ou não parecer, vivo, por favor, não me deixe com esse peso de mais de mil agulhas no que não deveria nem sequer ter escrito o nome não tenho fúria ou raiva, mas a inveja bate a porta, e o arrependimento mora há tempos. O que um simples rapaz homem pode querer se não há mais nada para ter?O que espero do futuro senão tempo sem vento ou provento, longe do alento, quero uma simples canção, aos pés de uma árvore com as sombras a me proteger da luz do verão, não, não, não. Complicar é querer ser o aparecer do outro ver, longe de ter o que realmente merece esclarecer, as voltas que dou não terminam no começo mas findam no meio, o bonito é triste, é confuso e não é nada, é cinza.

 

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Cinza

 

 

Amargo é um gole, um trago que desce lentamente, mas não enojando ou dando ancia, mas sim espesso como mel. Um dia e o outro seguem parecidos, se forem iguais não tenho a quem me lembrar não uso ou desuso o acaso, sou folha verde em maré no raso, se há algo dentro de mim, é ruim e não tem mais fim, acaso sabes até onde eu iria?Há como medir a distância dos sonhos e das vontades?Consegues tu?Creio que imaginar não é pecado, é condenação livre da comoção, é se amarrar com correntes de laços e volteios nos regaços. Olhar para o nada  e querer ver tudo longe das cordas, longe de um beijo e de um olhar, ah, um olhar.Doce, sincero triste, alegre, mas vivo, por tudo o que eu posso ou não parecer vivo, por favor, não me deixe com esse peso de mais de mil agulhas no que não deveria nem sequer ter escrito o nome não tenho fúria ou raiva, mas a inveja bate a porta, e o arrependimento mora há tempos.O que um simples rapaz homem pode querer, se não há mais nada para ter?O que espero do futuro senão tempo sem vento ou provento, longe do alento, quero uma simples canção, aos pés de uma árvore com as sombras a me proteger da luz do verão, não, não, não. Complicar é querer ser o aparecer do outro ver, longe de ter o que realmente merece esclarecer, as voltas que dou não terminam no começo mas findam no meio, o bonito é triste, é confuso e não é nada, é cinza.