I’m Back

É difícil voltar a escrever depois de um tempo parado, parece que tudo escapa e fica mais alto ou mais longe, mas estou voltando.

Não tiro o mérito de mim, mas não ouso esquecer daquela que me fez ter forças e persistência, da minha querida e pequena Stéfani.

As palavras são poucas, mas o que vale é começar, rápido ou devagar, o importante é começar.

Obumbrata

A quem um dia se deve temer, dar o poder de ser ou talvez querer um escolher sem mais um

esclarecer, não é assim que fere a mim o amargo saber, de tanto antes quanto constante, a visão deslumbrante de raios de sol esquecidos no âmago de algum entardecer, escondido por folhas acobreadas de um tronco a desfalecer, sem entender o pois do depois que esta a aquecer, o medo de tudo querer é alias o que se faz a mais aprazer, a maquiagem de um rosto é o riso do entristecer, do esquecido mas não abatido bufão que habita o amanhecer.

Aos velhos hábitos sem sorte, o desejo é apenas mais profundo corte, acontece assim sem o caminhar em carmesim aonde a trilha aparece e escorre, os tijolos amarelos já viraram pó…

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Peçonha apaixonada

Quando os dias passam e você não os percebe, você esta afogado em nada ou realmente o tempo lhe traiu? Eu a vejo agora em sonhos e nos meus desejos, usa uma única túnica branca que lhe cobre até os calcanhares, mas que deixa seus ombros nus, o cabelo solto em cachos perfeitos até um pouco abaixo da base do pescoço, nem as musas se vestem assim.

Olha pra mim, seu reflexo me julga de cima abaixo, vê o que as ondas bateram e quebraram tempos atrás, o sorriso frágil e não fugaz, é fugitivo de tempos altivos, ainda acha que não luta.

Ele escolheu-a a tempos, para ambos caminharem juntos numa carruagem de nuvens que troveja, os sons fortes e abafados das centelhas espiraladas descem do céu até dedilhar um cordel, a música dos dois foi feita em algum pedaço esquecido do céu.

A melodia pode ser curta, mas muda e cura, não aperta ou é discreta, se vem lagrimas ela as limpa, se lhe vem pensamentos ela os lê, assim se faz, tudo lhe apraz, e dele ela não se desfaz, vontade voraz e sem paz, de ter o par de lábios enrolados como uma mensagem em uma garrafa, que diz que por você nunca é demais, nunca satisfaz, os cortes foram trocados por carinhos no caminho que levou até a pequena.

Sem pena, não tente, sente o que é quente, ela não é aparente, é vertente da minha mente sem mais gente, espero e creio nada mais que um devaneio, a canção é louca e a melodia é pouca mas eu faço, eu caço, aperto a caixa com um laço e lhe entrego, todos os dias um pulsante renovado, não de mal grado, é o fardo, ganhar um rubro assim logo a tarde, sem alarde, fecha teus olhos e aperta esse meu coração, que arde na paixão, passei da emoção e encontrei ao meu lado a rainha da minha razão, ora pois quem diria que amaria o escorpião.